Sem etiqueta, sem preço





“Estamos acostumados a dar valor às coisas, quando estão num contexto. Precisamos aprender a valorizar aquilo que não tem preço, porque não se compra.”



Ao assistir esta apresentação, lembrei-me dos anônimos que fazem malabarismos em frente aos carros no farol fechado. Exibem sua arte circense para um público indiferente, quase sempre às voltas com o celular ou seus próprios pensamentos... O comportamento desses motoristas ou pedestres seria diferente se essa arte fosse exibida num recinto fechado, mediante o pagamento de ingressos para o espetáculo?

Imagine se um violinista estivesse tocando num desses cruzamentos da Avenida Paulista perto do metrô! Seria notado? Alguém deixaria o corre-corre para apreciar a música dedilhada num violino caríssimo? Pois foi o que aconteceu com Joshua Bell em Nova Iorque, um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas, num instrumento raríssimo, um Stradivarius de 1713, estimado em mais de três milhões de dólares.

A iniciativa, realizada pelo jornal The Washington Post, era a de lançar um debate sobre valor, contexto e arte. Acompanhe a experiência de Bell no vídeo, e depois veja a mensagem da apresentação!




Melhor visualização na tela cheia (full screeen). Clique Play e a letra "F" no teclado.
Formatação: Ana Maria Jr. 
Fundo Musical: Serenade, Schubert – interpretado por Joshua Bell

4 comentários:

  1. ACHEI IMPRESSIONANTE O VIOLINISTA FAMOSO E COM UM VIOLINO VALIOZÍSSIMO.MAS NÃO TEM MARCA NEM ETIQUETA PENDURADA À EXPOSIÇÃO PARA QUE AS PESSOAS VEJAM.ELAS ENTÃO PASSAM PELO VIOLINISTA DE UMA FORMA FRIA E NEM O PERCEBEM, PORQUE AS GRIFES NÃO APARECEM NÃO IMPOTA PARA O PÚBLICO SE ELE ETA A TOCAR BEM MAS SIM AS ETIQUETAS É QUE DÃO VALOR AO GRANDE VIOLINISTA.

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  2. Olá Yolanda, você acertou quando escolheu o tema. Estamos bem superficiais mesmo, carecendo de razões concretas para viver. Andamos perdidos num mar de preocupações e deixamos passar a tabua de salvação por não vê-la.
    Beijos

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  3. Yolanda,

    Quando existe um bom musico na calçada, costumo prestar atenção.
    Alias, uma cantora foi descoberta nas ruas por Rod Stewart!
    Na ultima sexta-feira, um grupo boliviano tocava suas musicas numa esquina,
    subia às alturas, e como era quase tudo igual ... cansou!

    Contudo, pelo que notei no video, realmente é assim, raramente alguem ouve, quando muito, deixa uns trocados e se vai. A moça da sacola era mais sensível, não é mesmo?

    No Largo da Carioca sempre tem alguns grupos tocando, então, é bacana, as pessoas fazem roda para ouvirem ou se divertirem tambem.

    Beijos

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  4. Amiga Yolanda

    Estas pessoas tem publico certo na pessoa do meu marido.Basta ver uma roda de pessoas observando alguem fazendo alguma coisa seja cortando legumes com uma faquinha fazendo dos mesmos figuras artisticas e la esta ele olhando.As vezes fico zangada porque nao tenho muita paciencia de ficar parada olhando.Quando morava no Rio,o Metro do Rio fazia e ainda faz exposiçoes de fotografias, apresentaçoes musicais etc. Essas eu nao perdia, sempre chegava atrasada em casa.De qualquer forma dou valor aos nossos artistas anonimos de rua.E olha que eles tem muitas das vezes bastante criatividade.Muitas vezes temos alguem com muito talento, tocando um instrumento caro como este publicado em seu blogue.Temos que ter olho clinico para sentir o talento desses artistas que se perdem no anonimato.Ou entao se fazem anonimos como este.Acho que sao pessoas que querem sentir a sensibilidade das pessoas que passam apressadas e nao param ouvir uma linda musica.

    bjs da amiga

    Meiri Bello

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