Poema caipira



Melhor visualização na tela inteira (full screen)

Formatação: Maitê Pinheiro

Na interpretação típica de um caipira, um texto engraçado para comemorar o Dia do Sertanejo.

Vivendo na caatinga, um ambiente castigado pela escassez de chuvas e aridez, o sertanejo é um bravo homem da terra. Poucas civilizações no mundo conseguiriam alcançar o feito dessa gente corajosa. Ele sobrevive porque é uma raça forte. Assim como o cacto mais resistente, o sertanejo foi feito para o sertão. Tem o pêlo, o corpo e a psicologia próprios para suportar o suplício da seca. Conhece profundamente a flora e fauna. Como os cactos, o mandacaru e toda natureza adaptada ao árido, o sertanejo sobrevive com muito pouco. Água é uma dádiva que vê de vez em quando. Com todas as adversidades, ainda ama o sertão, e dificilmente se habitua a outro lugar. Desde pequeno convive com a imagem da morte. Sua grande vitória é chegar ao dia seguinte, comemorando o triunfo da vontade de viver.

2 comentários:

  1. O texto é de "pena e dó", porém de uma realidade muito antiga. Nordestina como sou, gostaria de dizer que a tecnologia já chegou por aqui há algum tempo e ninguém morre de sede ou de seca, temos a o sistema de irrigação que leva água do Velho Chico(Rio São Francisco, apesar dos seus 500 anos por aqui ele ainda continua lindo), e temos a fruticultura irrigada e até a UVA aqui tem colheita o ano inteiro, exportamos UVA, MANGA, ACEROLA, MELÃO para Europa, EUA e Asia. O Nordeste não é mais aqule... E já ia esquecendo a qualidade de vida aqui é tão boa que completar 80, 90 100 anos é coisa fácil, em toda esquina tem um velhinho.... Bjo Grande
    alinegonzaga@hotmail.com

    ResponderExcluir
  2. Obrigada pelo comentário, Aline.
    Fico feliz com a riqueza da informação.
    É bom depoimentos como esse, para que aqueles que moram em outras regiões do Brasil, saibam do potencial do Nordeste.
    Meu afetuoso abraço,
    Yolanda

    ResponderExcluir